Quem sou eu

Ainda procuro uma palavra que defina de verdade quem sou. Mas posso dizer que sou esposa, mãe, tia, avó, amiga, etc. etc.

domingo, 25 de março de 2012

Cuidado com os medicamentos

Assim como o organismo da criança, o do idoso também não é igual ao de um adulto. Os órgãos do idoso tendem a funcionar mais lentamente o que contribui para que a medicação utilizada seja eliminada mais lentamente.  Alguns efeitos colaterais podem intensificar-se, mesmo quando administrado em doses menores. É comum um idoso utilizar mais que um medicamento, pois a grande maioria apresenta uma ou mais patologias, Hipertensão Arterial Sistêmica, Diabetes Mellitus, Dislipidemia (colesterol alto e ou triglicerídeos alto), Doenças Cardiovasculares etc. Além destas estamos falando aqui de portadores de DFT e outras demências que além de utilizarem os medicamentos para controle de uma ou mais das condições citadas acima, necessitam de utilizar, de acordo com o estágio da demência, medicamentos para controle da depressão, humor, comportamento, agressividade, manter a qualidade do sono, etc.

Há portadores que no início da doença ainda tem condições de administrar a própria medicação, mas o cuidador deve assegurar-se que a prescrição está sendo seguida corretamente. Lembro que no início  do tratamento de meu esposo eu deixava uma lista com os nomes e horários de todos os medicamentos, caso fosse necessário ele tomá-los sozinho. Em uma manhã acordei um pouco mais tarde e ele disse: “Já tomei meus remédios, mas estou ficando com muito sono.” Com a lista em mãos eu perguntei quais você tomou? Resumindo, em vez de tomar os da manhã, tomou todos os da noite.

Quando a planilha ainda funciona.
 Durante um tempo utilizei um sistema que deu certo. Criei uma planilha com o dia da semana, horário, (manhã, almoço, jantar), e com espaço suficiente para colocar um saquinho transparente com a prescrição daquele horário. Então eu o orientava que deveria olhar o dia, o horário e arrancar o saquinho com os comprimidos e tomá-los imediatamente. Assim se ele  tivesse alguma dúvida,  veria aquele quadradinho vazio e saberia que tomou o remédio. Deu certo por um bom tempo.

Há ainda o perigo de deixar a medicação exposta. Houve um período em que meu esposo apresentou forte ideação suicida, chegando a utilizar uma grande quantidade de um ansiolítico, depois disto a medicação passou a ser controlada, (escondida), e só eu ou minha filha separamos e administramos. Lembre-se, mesmo que não haja ideação suicida é perigoso deixar os medicamentos ao alcance de um portador de demência. Não podemos ter certeza de nada. 

Só mais uma dica, tenha certeza de que ele(a) está deglutindo (engolindo) os comprimidos, por três meses, meu esposo simplesmente me “passou a perna”, rsrsrsrsrs, eu dava a medicação na mão dele,  e o via colocar na boca, depois de um tempo, ele mesmo disse que estava jogando fora.
Por fim, se há algo que os cuidadores precisam é amor, amor, amor, depois paciência, paciência... e muita criatividade!
Deus os abençoe!!!

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