Na primavera de 1939, época em que a Inglaterra se juntou às tropas aliadas para enfrentar o exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial, o governo inglês decidiu imprimir pôsteres para acalmar a população imersa em territórios tomados pelo conflito.Com o mesmo padrão e design, cor, letra elegante e coroa. Três versões foram enviadas à gráfica.
Na
primeira,a frase: “Sua coragem, sua alegria e sua determinação vão
nos trazer a vitória”.
Na
segunda, o mesmo design e a mensagem: “A liberdade está em perigo. Defenda-a
com toda a sua força”.
Os
dois primeiros pôsteres foram distribuídos em setembro do mesmo ano e
rapidamente invadiram paredes e janelas de lojas e vagões de trem. A terceira
versão é aquela que você já conhece. Mas os ingleses da época da guerra nunca
tiveram oportunidade de vê-lo. O cartaz com a frase “Keep calm and carry on”
foi guardado para ser exposto apenas em uma situação de crise ou de invasão e
acabou não sendo lançado.
Foi
só em 2000, 61 anos depois de ser impresso, que o pôster caiu na boca do povo.
Ele estava em um sebo na costa nordeste da Inglaterra no meio de livros
empoeirados. Quando o encontrou, a dona da livraria o enquadrou e o pendurou na
parede do estabelecimento. O pôster fez tanto sucesso entre os clientes que os
donos decidiram imprimir cópias da imagem e comercializá-las. Foi aí que a
frase começou a ganhar o mundo.
Mas
por que é tão difundida? Talvez pelo conselho sensato, pelo design simples,
pela mensagem universal, uma mensagem simples e sincera para inspirar a
população a superar tempos difíceis. É um conselho que nunca envelhece: “mantenha-se
calmo e siga em frente”.
Ontem
minha filha veio em casa com uma linda camiseta com a frase: “Keep calm and
paint your nails”, e hoje vemos várias adaptações para completar essas duas
palavras, mas quero pensar um pouquinho sobre a original, aquela que foi
pensada para tempos de crise ou invasão.
Cada
um de nós que temos em nossa família um portador de DFT ou outro tipo de
demência, sabemos muito bem o que significa essa frase, porque a crise e a
“invasão” aconteceram,
a doença chegou sem pedir licença, sem avisar com antecedência, como um inimigo
bem articulado chega de surpresa e normalmente nos pega despreparados.
Como
disse na postagem anterior a doença de meu marido esta dando sinais de avanço,
suas habilidades executivas estão diminuídas, está apresentando certa afasia,
quando não consegue dizer o nome do quer usa algo que explique, por exemplo,
outro dia queria me contar algo sobre um morcego, mas usava o termo aquele que
chupa o sangue. Alguns dias está desanimado, em outros muito falante e
repetitivo, liga para minha filha várias vezes para dar todo tipo de
orientação. Está com medo, sentimento novo para ele que sempre foi muito
corajoso.
Keep
calm and carry on!!! Sim, é o que devemos fazer, as vezes chorando, as vezes
rindo, sabendo ou não o que fazer, manter a calma e seguir em frente, em meu
caso crendo acima de tudo que Deus está no controle de todas as coisas.
Até
a próxima!