Quem sou eu

Ainda procuro uma palavra que defina de verdade quem sou. Mas posso dizer que sou esposa, mãe, tia, avó, amiga, etc. etc.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Durante este tempo de blog, fiz várias amizades, nossas histórias nos aproximaram... Com sua permissão posto o email que recebi de uma companheira de jornada.

"Que bom que você voltou a escrever! Eu sou a Marli. Fui eu quem te enviou um e-mail falando da doença do meu marido. Você me respondeu e eu te mandei um outro e-mail respondendo às suas perguntas, não sei se você recebeu. Olha, meu marido está igualzinho ao seu no que se refere à fase da doença. Sempre depressivo, com ideação suicida e fobia social. Não gosta de ir a nenhum tipo de passeio e detesta quando recebemos muitas visitas, mesmo que sejam familiares. E eu fico "presa" em casa juntamente com ele. Tem dia que não aceita nem a visita dos netos, alegando que as crianças fazem muito barulho. 
Atualmente, ele vem apresentando pequenos "lapsos de memória", do tipo: sai do banheiro e não sabe onde fica o nosso quarto.Coisa de segundos, apenas. Logo ele se orienta. 
Ah! Amiga ( permita-me chamá-la assim ), é muito difícil constatar que depois de 34 anos de casamento, eu me tornei mãe, amiga, irmã, companheira... menos esposa. Isso dói muito.(você sabe né ). Mas, tenho muita fé em Deus, rezo muito e seguro na mão Dele pra ir em frente... 
Olha, se quiser, pode colocar este relato em seu blog e se for do seu interesse e não te atrapalhar, continuarei dando notícias para serem compartilhadas por outros "cuidadores de pacientes com DFT. 
Um abraço carinhoso desta sua companheira de jornada, 
Marli."

Querida amiga, como já mencionei, você não atrapalha e tenho muito interesse em receber notícias suas e atualizações sobre a DFT.

Um abraço