Quem sou eu

Ainda procuro uma palavra que defina de verdade quem sou. Mas posso dizer que sou esposa, mãe, tia, avó, amiga, etc. etc.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

09/10/2011 Bodas de Coral, 35 anos juntos!

Nem sempre tive motivos para grandes comemorações. 
Mas não deixei e não deixarei de me alegrar com as pequenas conquistas. 
Talvez eu não seja exatamente quem gostaria de ser, mas com o tempo passei a admirar quem sou, pois sou obra das mãos de Deus que me criou à Sua imagem e semelhança. 
Aprendi que, mesmo com incontáveis dúvidas, eu  fui e sou capaz de construir uma vida melhor, de repartir amor, de me doar, de exercer meu ministério de filha, irmã, esposa, mãe, sogra, avó, tia, cunhada, amiga ,serva de Deus... 
Talvez ainda não me convenci totalmente disso...Talvez nenhum de nós consiga faze-lo... 
Errei muitas vezes, decepcionei alguns...Mas o que me alegra é saber com certeza que trabalhei e vivi como ainda vivo, para fazer o melhor que posso, nunca  deixei de amar, nunca cansei de repartir, nada me fez e faz mais feliz do que servir. Soube o que é amar alguém com tanta intensidade, que muitas vezes perdi minha própria identidade... Soube o que é ser mulher, amada, compreendida, aceita (nem sempre é claro) com meus defeitos e qualidades. Tenho ao meu lado alguém que me  ajudou a não ser tão tímida, e me ensinou que eu tinha valor, (mesmo que depois tenha se arrependido rsrsr).  O homem que Deus separou para mim, com suas qualidades e defeitos. Passei por todas as fases: aceitar, não aceitar, brigar, chorar, achar que tudo tinha mudado e ver que não era bem assim. Me encantei com momentos, me orgulhei, mas também me desapontei em outros tantos. Superei momentos de total conflito entre o que eu vivia e o que sonhava viver. Dizem que casamento só começa após cada um abrir suas malas, não as de roupa, mas da bagagem que cada um de nós está trazendo consigo, as expectativas de um para com o outro, que são sempre muito altas. É ai que percebemos que para chegar ao perfume da rosa temos que segura-la por seu cabo, que é sempre cheio de espinhos. Sim espinhos...percebi que não são os grandes que mais nos machucam, pois estão mais visíveis e aparentes. Furei meus dedos em muitos destes. O espinho da frustração, quando por tantas vezes cri que uma palavra seria cumprida, o  do espanto quando me via sem saber o que fazer frente a situações embaraçosas, o espinho da desconfiança e do ciúme....ai, ai ,ai  esse dói!!! O espinho da tristeza, esse me pagava de jeito. Mas aprendi que sempre teria que tomar maior cuidado com aqueles espinhos pequenos, normalmente ocultos sob uma folha ou ao lado de um  maior...sim esses nos pegam de surpresa e espetam nosso dedo tão rapidamente que não há tempo para reagir, e como sempre vai doer...as vezes por dias...mas  passa, porque o alvo é sentir o perfume da rosa e ver de perto sua beleza. E que perfume maravilhoso!!! É um perfume feito de muitas essências,  o aroma doce do amor, o floral dos dias calmos, o odor cítrico dos tempos de “acidez”, o amadeirado do atrito das ideias e da personalidade, a lavanda dos dias de férias e tranquilidade!!!                     E claro...Com o mais poderoso fixador que existe!!                                                    Aprendi que um lar se constrói em meio a momentos de alegria e tristeza, sobre a base que é Cristo, que ceder sempre vale a pena, mas mesmo assim por muitas vezes não cedi. Que cumplicidade e fidelidade são imprescindíveis! Sou uma romântica incorrigível, que não assiste um casamento sem chorar, que ama um final feliz nos filmes, que entra dentro da história de um livro, vive e sofre com o personagem como se fosse o próprio.Tive um  amor de algodão, que foi se aperfeiçoando e virou, papel, madeira, cristal, porcelana, prata, pérola e agora de coral. Amo perfumes, mas nunca liguei para jóias, apesar de guardar em meu coração um dia em  especial quando depois de um momento mágico, ganhei minha primeira aliança de rubis. Não sei se cheguei ou chegarei  a ser a mulher virtuosa de quem fala a Bíblia, mas vivi para fazer o amor da minha vida um homem feliz e realizado. Hoje me vejo em meio a dúvidas e questionamentos sobre o amanhã, tenho pensado muito na vida que levamos, principalmente nos momentos que não demos muito valor, porque pensávamos que sempre  haveria outros. Vi meu esposo se desgastar em meio a situações que não eram necessárias. Sempre me orgulhei da maneira como ele sabia tantas coisas e cuidava de tudo e consertava tudo...Quanta coisa ele me ensinou! Sempre dizemos: “Ah se eu pudesse voltar ao passado e começar tudo de novo eu faria diferente!” Mas porque isso é impossível é que os exemplos ficam, os bons e os não tão bons, para que aprendamos com os equívocos do ontem, na tentativa de fazer melhor o amanhã. Não me arrependo de ter casado com esse homem que foi maravilhoso, (eu não disse perfeito), mas é a minha metade, a tampa da panela, o sapato para o meu pé, etc. Vou vivendo cada dia em uma nova aventura, pondo em prática o que é o verdadeiro amor, sem saber quase nada, sem querer admitir que isso esteja acontecendo. Hoje fazê-lo feliz é tarefa difícil, a cada dia mais fechado e melancólico. Quero que  saibam que nunca será um peso para mim cuidar dele, sei que poderei ficar cansada, reclamar muitas vezes....mas nunca, nunca, deixar de amá-lo e lembrar dele como o homem da minha mocidade,  e “se” um dia ele esquecer disso, vou falar bem pertinho de seu ouvido: Te amo!!!Sempre te amarei...

Uma resposta simples

A Doença de Alzheimer é a mais comum de todas, talvez 60% ou 70% dos casos de demência sejam decorrentes dessa enfermidade, mas existem algumas outras, tão graves quanto o Alzheimer e com sintomas parecidos.Entre elas está a Demência Frontotemporal, uma doença também degenerativa de causa ignorada, que provoca alterações de comportamento muito próximas daquilo que o leigo entende convencionalmente por demência. O paciente começa a manifestar um comportamento diferente do que tinha até então. É o caso do profissional liberal muito sério e compenetrado, de pouca conversa, que passa a beber, a fazer comentários inadequados e a tomar atitudes inconvenientes até do ponto de vista sexual. Encontrei um familiar que diante desses pequenos deslizes definiu bem a situação: “Quem não o conhecia antes, não percebe nada; mas quem o conhecia, não o reconhece mais tal a mudança de personalidade por que passou”.Embora as mudanças de personalidade chamem mais atenção, há também um comprometimento intelectual importante. Nesses casos, em geral, os pacientes recorrem a um psiquiatra. O tratamento ajuda a melhorar o comportamento e as relações sociais, mas não consegue interferir na evolução da doença, que lamentavelmente ainda não é bem conhecida.
A doença frontotemporal corresponde de 5% a 10% dos casos de demência. Afeta indivíduos em torno dos 50 ou 60 anos e é muito parecida com a neuro-sífilis, uma doença mais comum no passado, que também afetava as regiões frontotemporais e provocava alterações de personalidade.
Roberto Nitrini em entrevista ao Dr Drauzio Varella