Quem sou eu

Ainda procuro uma palavra que defina de verdade quem sou. Mas posso dizer que sou esposa, mãe, tia, avó, amiga, etc. etc.

sábado, 26 de novembro de 2011

Hino ao amor

Estou me sentindo nostálgica, talvez porque esta época do ano favoreça este tipo de sentimento, é tempo de lembrarmos tantas coisas, de tantas pessoas... Ou talvez por constatar nas últimas semanas pequenas novas alterações que apesar de “esperadas”, nunca serão bem vindas.  Hoje chorei ao lembrar o dia em que completamos 30 anos de casados. Naquele dia eu telefonei para a cantina onde iriamos jantar, (a mesma onde comemoramos 25 anos), e pedi para o simpático casal que tocou para nós 5 anos antes, que me acompanhassem tocando Hino ao Amor, pois eu faria uma surpresa para meu esposo. Os músicos foram chegando perto de nossa mesa, começaram tocar e eu cantei esta declaração de amor. Foi lindo, foi mágico, foi único...cantei sem saber que meses depois tudo começaria mudar.

Se o azul do céu escurecer
Se a alegria na terra fenecer
Não importa querido
Viverei do nosso amor.
Se tu és o sol dos dias meus
Se os meus beijos sempre forem teus
Não importa querido
O amargor das dores desta vida.
Um punhado de estrelas
No infinito irei buscar
E a teus pés esparramar,
Não importa os amigos
Risos, crenças e castigos,
Quero apenas te amar.
Se o destino, então, nos separar,
Se distante a morte te encontrar
Não importa querido
Porque eu morrerei também.
Quando, enfim, a vida terminar,
E de um sonho nada mais restar
Num milagre supremo
Deus fará no céu te encontrar.

(Edith Piaf – Marguerite Monnot)