Estou me sentindo nostálgica, talvez porque esta época do ano favoreça este tipo de sentimento, é tempo de lembrarmos tantas coisas, de tantas pessoas... Ou talvez por constatar nas últimas semanas pequenas novas alterações que apesar de “esperadas”, nunca serão bem vindas. Hoje chorei ao lembrar o dia em que completamos 30 anos de casados. Naquele dia eu telefonei para a cantina onde iriamos jantar, (a mesma onde comemoramos 25 anos), e pedi para o simpático casal que tocou para nós 5 anos antes, que me acompanhassem tocando Hino ao Amor, pois eu faria uma surpresa para meu esposo. Os músicos foram chegando perto de nossa mesa, começaram tocar e eu cantei esta declaração de amor. Foi lindo, foi mágico, foi único...cantei sem saber que meses depois tudo começaria mudar.
Se o azul do céu escurecer
Se a alegria na terra fenecer
Não importa querido
Viverei do nosso amor.
Se tu és o sol dos dias meus
Se os meus beijos sempre forem teus
Não importa querido
O amargor das dores desta vida.
Um punhado de estrelas
No infinito irei buscar
E a teus pés esparramar,
Não importa os amigos
Risos, crenças e castigos,
Quero apenas te amar.
Se o destino, então, nos separar,
Se distante a morte te encontrar
Não importa querido
Porque eu morrerei também.
Quando, enfim, a vida terminar,
E de um sonho nada mais restar
Num milagre supremo
Deus fará no céu te encontrar.
(Edith Piaf – Marguerite Monnot)
(Edith Piaf – Marguerite Monnot)