Quem sou eu

Ainda procuro uma palavra que defina de verdade quem sou. Mas posso dizer que sou esposa, mãe, tia, avó, amiga, etc. etc.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Atualizando


Há bastante tempo não posto nada, as coisas nos últimos quatro meses ficaram bem complicadas. Após uma cirurgia mal sucedida, que foi realizada na tentativa de recuperar a audição no ouvido esquerdo, que evoluiu com um abcesso cerebral em região temporal, edema e cerebrite, ficamos 46 dias internados...Sim ficamos, porque eu estava lá o tempo todo, me ausentava durante o meio período de meu trabalho e voltava para lá. Nesse período ele ficou sob os cuidados de seu neurologista Dr. Roger Taussig Soares e de mais três equipes. A princípio a indicação era cirúrgica para drenagem do abcesso, os médicos entraram com antibioticoterapia, corticoides, anticonvulsivantes, fora toda prescrição de que faz uso de rotina. Foram dias de incertezas, de vê-lo ali mais limitado do que antes, nos primeiros dias bem confuso e com dor... Mas também tempo de reflexão, e de experimentar mais uma vez o amor de Deus, de meus filhos, irmãs, sobrinhas e amigos queridos. O abcesso começou a regredir lá pelo 18º dia de tratamento, mas mesmo assim a infecção na área da cirurgia se mantinha, a dúvida era realizar ou não outra abordagem cirúrgica na região da mastoide (ouvido operado), o tempo foi passando até que decidiram que não era o momento para isso e ele recebeu alta.  Menos de um mês depois, lá estávamos nós outra vez, dessa vez foram onze dias  e ainda estamos em busca de solução para as sequelas resultantes desse procedimento. Sente dores no ouvido, ás vezes há secreção, dor de cabeça, seu equilíbrio ficou prejudicado e se vamos a algum lugar onde há barulho demais, inevitavelmente tem sintomas de labirintite. Agora além de todos os medicamentos que já usava para controle da DFT, foi prescrito Betaserc 24mg 3 x dia, para melhorar os sintomas e Dramin quando há náuseas ou vômitos. Na próxima quinta-feira teremos uma consulta com um especialista no HC, quem sabe há algo que possa ser feito para resolver tudo isso.
Durante os últimos meses foram realizados vários exames de imagem cerebral e segundo o neurologista houve avanço da DFT. 

No link abaixo o Dr Sergio Ricardo Hototian que é médico psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, especializado em Geriatria, da uma entrevista muito interessante ao Dr Drauio Varella.



http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/demencias-frontotemporais/