Tenho um grande amigo que diz que só o fato de haver um tempo marcado para encerrar uma etapa, faz muita diferença em nossas vidas. O encerrar de um ano nos dá a oportunidade de deixar para trás o que não foi bom, e seguir em frente com novos planos e propósitos para enfrentar o novo ano que se inicia. Isto, diz ele, tem um efeito incrível em nossas emoções e acredito que esteja correto.
O ano de 2014, foi especialmente triste para mim, perdi amigos queridos, vencidos pelo câncer...Os dois lutaram, foram guerreiros, mas quis Deus levá-los para junto de Si.
Minha amiga a quem eu chamava de "Norinha" era amiga há mais de 20 anos e acompanhei de perto os últimos sete anos de luta, lágrimas, resiliencia, dor, ( muita dor), a tristeza por perder os cabelos, a alegria de vê-los crescendo, o transplante, enfim...os últimos três meses foram indescritíveis e ela se foi, deixando um vazio em meu coração. Falei em seu culto fúnebre, foi minha última homenagem à ela.
Meu marido deu sinais de piora em 2014, e minha tendência está mais para o isolamento, me sinto segura em casa, pois na rua ele aparece conhecer a todos e tem sempre um palpite para dar ou uma "gracinha" a fazer. Continuamos com o tratamento no HC de São Paulo e ele fez novos testes. Meus filhos me disseram que em 2015 eu terei que ter muita paciência e sabedoria, e aí fico me perguntando, será que consigo? Acho que sim!
Meus filhos, genro, nora e netos são minha alegria, não sei o que seria de mim sem eles!!! Louvo a Deus por me dar bênçãos tão preciosas!
Meu trabalho...esse tem sido um desafio e uma alegria, lá parece que meus problemas particulares não existem, por oito horas eu consigo trabalhar, rir e esquecer que no final do dia a realidade me
espera. Agradeço a Deus por esse tempo!
Minha saúde emocional não está bem, sei que preciso dar atenção para isso, as vezes me sinto deprimida, mas já estabeleci algumas metas para 2015.
Amigas (os) de jornada, não sabemos o que nos espera este ano, mas desejo a todos que venha o que vier possamos continuar, mesmo que em alguns dias estejamos firmes como um prego na areia,rsrs. A Bíblia diz que :" quando somos fracos, aí é que somos fortes..." Porque dependemos de Deus, então é o que farei todos os dias, pois comecei este novo ano me sentindo fraca!
Mas, vamos em frente porque atrás vem gente!
Feliz Ano Novo!
Bjs
Querida Amiga de jornada, também eu não me sinto especialmente forte neste início de ano, mas venho aqui para lhe dar força :) Diz-se que o que não nos mata, torna-nos mais fortes. A Su teve um ano de perdas mas para quem partiu terá sido melhor do que estar a sofrer ... Contudo nós sabemos que temos de estar cá e saudáveis pois alguem que amamos necessita de nós. Por isso eu peço ao meu Anjo da Guarda e acredito que ele me ajudará a ter saúde física e mental para aguentar o isolamento que nós mesmas nos impomos para evitar assistir às gracinhas de meu marido. Este fim de ano foi especialmente difícil para mim pois a imunidade de meu marido terá ficado tão baixa que o virus “herpes zoster”“atacou, sendo a doença designada por zona, pelo menos em Portugal. A pele fica cheia de bolhas numa determinada zona e provoca muitas dores. No caso dele, e por seu azar, localizou-se numa perna, o que tem provocado quedas sucessivas por falta de força nessa perna, de acordo com o que ele diz. Eu receio que este desequilíbrio e falta de força seja mais motivado pela demência, mas quero acreditar que seja mesmo só da tal doença chamada zona e que ele melhore.
ResponderExcluirA Su diz que seu marido continua a ser acompanhado no HC de S.Paulo e a fazer novos testes. Infelizmente em Portugal sabe-se pouquissimo sobre a DFT e por isso o único neurologista e investigador que conheço disse-me há mais de um ano que não valia a pena voltar a ter consulta (clinica privada ) pois não havia nada mais a fazer do que aquilo que ele já está a tomar há anos (duloxetina e alprazolam). Pode dizer-me que tipo de acompanhamento e testes fazem aí ?
Ainda gostava de partilhar uma outra preocupação: meu marido acha que não tem nada e que as "gracinhas" apenas resultam dele ter começado a ver a vida de outra forma, achando que o melhor é estar sempre a brincar, não entendendo que já praticamente não conseguimos dizer mais do que uma frase a sério, pois logo começa a brincar com as palavras. Curiosamente a memória recente reduziu-se este ano quase totalmente. Conta-me várias vezes, no mesmo dia, uma mesma notícia e se no dia seguinte a ouvir, conta-ma de novo como se fosse a 1ª vez. Na DFT não se fala muito nesta perda de memória mas pode ter que ver com as zonas do cérebro que vão sendo atingidas, já que a desinibição resulta apenas da zona frontal do cérebro. Como ele acha que não está doente e se percebe que tem menos memória, atribui-a à velhice, não terei hipótese de o convencer a ir a outro neurologista. Aliás mesmo àquele que o diagnosticou não quereria voltar. Gostava de saber como é no seu caso no respeitante à forma como seu marido encara a doença.
Querida Amiga, vamos mesmo precisar de muita força, paciência, autocontrolo para 2015 pois não irá ser um ano fácil para nós. Por favor sinta-se abençoada por ter ainda trabalho e uma família que a apoia. Eu estou completamente só com ele 24 sobre 24 horas e nem sequer poderei recorrer a algum serviço externo de apoio visto que ele não o entenderia como necessário.
Um fraterno abraço da sua companheira
Ana de Portugal
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