Quem sou eu

Ainda procuro uma palavra que defina de verdade quem sou. Mas posso dizer que sou esposa, mãe, tia, avó, amiga, etc. etc.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O sapo na panela

Dez meses sem postar... Eu disse que não sabíamos o que nos esperava em 2015, na verdade não sabemos o que nos espera no próximo segundo de vida. Lendo meu ultimo post, percebi que as coisas  vão mudando e vamos nos adaptando de tal maneira que nem percebemos.
Há muito tempo atrás ouvi algo interessante sobre o sapo,  um escritor suíço chamado Oliver Clark, conta a fábula do sapo colocado em uma panela de água fria. Esta conta, que o sapo colocado nesta panela, se sente muito confortável com a água fria e tranqüila. De repente, alguém acende o fogo e a água começa a esquentar, esta começa esquentando muito devagarinho, ao atingir uma temperatura morna o sapo começa a se sentir mais confortável... O tempo vai passando, e a água vai esquentando, quando começa a ferver, o sapo que foi se adaptando à temperatura, não tem mais força para sair da panela e acaba morrendo. Se o sapo tivesse sido jogado na água fervendo, provavelmente ele se debateria e pularia para fora da panela. Como ele estava na panela, desde que, a água estava fria, ele foi se acomodando, se acomodando e quando viu já era tarde de mais. 
Muitas vezes em nossa vida acontece o mesmo, não percebemos que a água está esquentando, porque tudo o que precisamos fazer é ficar dentro da panela...
Cuidadores são sapos dentro da panela, não porque nos sintamos confortáveis, nem porque não sintamos a água esquentando a cada nova situação, mas porque não vemos como ( ou não queremos ) sair desta panela. 
A água esquentou muito nos últimos meses e eu percebo que estou mais "adaptada" à temperatura do que estava há um ano atrás (ou não?)
Cuidadores correm o risco de não perceberem o quanto vida está "esquentando" ao seu redor. Estamos sujeitos à tristeza e a depressão, podemos sentir desanimo e vontade de desistir. Muitas vezes somos atacados pela solidão, indignação e culpa. Por outro lado  sentimos uma compaixão inexplicável que nos faz abrir mão de coisas que ninguém pode compreender ( por mais que queira).