O
simpósio foi muito bom, foram três dias de muita informação. Há muita pesquisa
sendo realizada em todas as áreas e quem sabe um dia não muito distante se
descubra o que causa a doença e o maior desejo de todos nós, sua cura!
A DLFT é
constituída predominantemente por alterações no comportamento habitual da pessoa,
antes mesmo das alterações cognitivas, caracterizando uma alteração de personalidade.
Alterações
de personalidade podem ocorrer como consequência do comprometimento das regiões
Pré-frontal-
apatia e indiferença, onde há uma evidente falta / ausência de iniciativa com
respostas automáticas.
Orbitofrontal-
infantilidade e euforia, apresentando falta de tato e restrições adultas e podem
portar-se de modo rude, irritável, jocoso, hipercinético, promíscuo, e
normalmente com poucas virtudes sociais.
A
dificuldade no controle das emoções também surge precocemente na DLFT, com mudanças
rápidas de humor, risos imotivados, crises de choro incontido e descontextualizado.
A DLFT é
considerada por alguns pesquisadores a segunda causa mais comum de demência,
sendo superada apenas pela doença de Alzheimer. Mas esses dados poderiam mudar,
pois é consenso que a DLFT ainda é subdiagnosticada. Ficou claro no Simpósio
que há necessidade urgente de que os médicos generalistas, geriatras, psiquiatras,
estejam mais preparados para o diagnóstico precoce. Assim como os radiologistas
que precisam estar atentos às pequenas alterações nas estruturas cerebrais.
A avaliação neuropsicológica é fundamental como auxílio
diagnóstico da DLFT (e de outras formas de demência). O desempenho dos
pacientes com DLFT é marcado por uma economia de esforço, inclusive na produção
verbal, são observadas mais alterações nas funções executivas que nas tarefas de memória. Em fases mais
avançadas da DLFT, podem aparecer prejuízos cognitivos mais globais.
Algumas
alterações têm sido frequentemente apontadas no desempenho de pacientes com DLFT:
Dificuldades
para tomar decisões, mudança de set atencional em tarefas de discriminação
visual, dificuldade de planejamento e aplicação favorável de estratégias,
ausência de controle inibitório (perseverações), concretude, ecolalia ou
mutismo, dificuldade no acesso léxico semântico e etc.
Uma boa
leitura para quem quer aprender sobre DLFT é:
Demências do Tipo Não Alzheimer - Demências Focais Frontotemporais Editora: Artmed
Neste livro, o Dr. Leonardo Caixeta, coordenador do
Laboratório de Demências da Universidade Federal de Goiás, apresenta
informações atuais e relevantes sobre condições ainda pouco conhecidas e
estudadas e geralmente confundidas com a doença de Alzheimer e demências
vasculares.