Quem sou eu

Ainda procuro uma palavra que defina de verdade quem sou. Mas posso dizer que sou esposa, mãe, tia, avó, amiga, etc. etc.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Resumo do Simpósio


             O simpósio foi muito bom, foram três dias de muita informação. Há muita pesquisa sendo realizada em todas as áreas e quem sabe um dia não muito distante se descubra o que causa a doença e o maior desejo de todos nós, sua cura!
A DLFT é constituída predominantemente por alterações no comportamento habitual da pessoa, antes mesmo das alterações cognitivas, caracterizando uma alteração de personalidade.  
Alterações de personalidade podem ocorrer como consequência do comprometimento das regiões
Pré-frontal- apatia e indiferença, onde há uma evidente falta / ausência de iniciativa com respostas automáticas.
Orbitofrontal- infantilidade e euforia, apresentando falta de tato e restrições adultas e podem portar-se de modo rude, irritável, jocoso, hipercinético, promíscuo, e normalmente com poucas virtudes sociais.

A dificuldade no controle das emoções também  surge precocemente na DLFT, com mudanças rápidas de humor, risos imotivados, crises de choro incontido e descontextualizado.

A DLFT é considerada por alguns pesquisadores a segunda causa mais comum de demência, sendo superada apenas pela doença de Alzheimer. Mas esses dados poderiam mudar, pois é consenso que a DLFT ainda é subdiagnosticada. Ficou claro no Simpósio que há necessidade urgente de que os médicos generalistas, geriatras, psiquiatras, estejam mais preparados para o diagnóstico precoce. Assim como os radiologistas que precisam estar atentos às pequenas alterações nas estruturas cerebrais.

A avaliação neuropsicológica é fundamental como auxílio diagnóstico da DLFT (e de outras formas de demência). O desempenho dos pacientes com DLFT é marcado por uma economia de esforço, inclusive na produção verbal, são observadas mais alterações nas funções executivas que nas tarefas de memória. Em fases mais avançadas da DLFT, podem aparecer prejuízos cognitivos mais globais.

Algumas alterações têm sido frequentemente apontadas no desempenho de pacientes com DLFT:
Dificuldades para tomar decisões, mudança de set atencional em tarefas de discriminação visual, dificuldade de planejamento e aplicação favorável de estratégias, ausência de controle inibitório (perseverações), concretude, ecolalia ou mutismo,  dificuldade no acesso léxico semântico e etc.

Uma boa leitura para quem quer aprender sobre DLFT é:

Demências do Tipo Não Alzheimer - Demências Focais Frontotemporais                                                               Editora: Artmed

Neste livro, o Dr. Leonardo Caixeta, coordenador do Laboratório de Demências da Universidade Federal de Goiás, apresenta informações atuais e relevantes sobre condições ainda pouco conhecidas e estudadas e geralmente confundidas com a doença de Alzheimer e demências vasculares.